Meu verdadeiro encontro com o samba, se deu quando comecei a freqüentar a umbanda, religião tão brasileira que colocando um cavaquinho em alguns pontos (louvores, cânticos) se transformariam em samba, a influência de um com outro é forte, pois ambos falam do cotidiano.
Como diz o grande mestre Toninho Geraes “é que o samba pega que nem feitiço” esse feitiço mágico, popular, de ver a alegria nos olhares por extravasar a nossa condição de simplicidade e povo; fazem com que o samba seja um dos ritmos populares mais cativantes que temos no Brasil.A ansiedade na noite que antecedia a filmagem era enorme, toda equipe estava eufórica e apreensiva ao mesmo tempo. Já havíamos seguido a linha de pensamento exata que imaginávamos, mas se tratando de série documental nunca sabemos o que encontrar, histórias, personagens, musicas, etc...
Chegamos cedo para encontrar a Danny Alves, que logo nos apresentou aos dirigentes da roda, ouvimos suas histórias de como havia sido criado a roda e nesse momento a ansiedade passou, dando lugar a uma felicidade tremenda, havíamos lincado o prazer com o trabalho, esse projeto estava seguindo a linha de pensamento exata que imaginamos.
A música que embalava nossa câmera e som era uma mistura de pontos, com sambas de raiz.
A musicalidade da roda foi primordial para o meu trabalho no som, o contato com antigos sambas me fascinava e levava a ver que esse projeto não tinha como dar errado.
Felipe Milhouse é diretor de som na série “Na roda do Samba”
foto by Danny Alves


Nenhum comentário:
Postar um comentário